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Porquê?

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Mundo que me rodeias Porque me levas por esse lado? Eu não queria estar sentado Preso por entre as paredes A receber a mágoa do passado O presente do nada, O futuro naufragado...
Queria poder sentar-me contigo Onde arde-se uma fogueira Entre nós, houve-se sentido, luz ao fundo, Que a chama ainda tivesse vida... Mas o que posso eu fazer, para onde hei-de voltar? Todo o meu dia é feito de pequenas coisas E a todas elas eu intensamente consigo amar, Todas únicas e especiais, sofro como elas sofrem...
Então é assim, mundo? Porque me rodeias pelo mal? Se eu só te peço uma fogueira para poder aquecer as mãos, o coração, E um jardim escasso de vida humana, impregnado de sonhos, Para eu poder recitar os meus poemas, escrever os meus sentimentos, Chorar quanto foi meu e não é, quanto eu não consigo ser,
O mal de todos os males é a humanidade, ó mundo!
Álvaro Machado – 16:11  - 15-02-2014

Imenso, demasiado.

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Pergunto-me qual o sentido para viver,
E o que é isto tudo. Às vezes estou disposto a esquecer
Para tentar conseguir estar aqui.
Mas tudo me dói interiormente…

Nasci com imensas almas e demasiadas perguntas.
Pedirem-me para não questionar, é pedirem-me para morrer.
Não quero viver num mundo que não acolhe os meus ideais…
Onde estão, agora, as nossas conversas à lareira?

Aquele fumo, presente no ar, alentava a alma,
Impunha-lhe uma essência tão própria
Que cheguei a crer que fosse verdade
Que vale a pena viver…

Mas o fumo, nesse mesmo instante,
Cessou entre a nossa conversa.
Passou… como nós todos temos passado,
Reduzidos a pó…

Álvaro Machado – 16:45 – 25-10-2013

Sem nunca perguntar

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Monólogo

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A vida (sim, esta vida, companheiros) nunca há-de mudar
Tenha-se a crença que se tiver.
Que, quando abro as janelas de minha casa, a corrente de ar
Não sabe que não me quer.

E sim, de facto, sinto a corrente da liberdade
Quanto mais não seja só de a ter em saudade.
E afinal o que será de mim, amigos nunca conhecidos?
(Sonhos que se atravessam perdidos...)

Eu abdico da minha felicidade; quanto mais não seja
Para olhá-la em vós e a quem vos deseja.
(Não sei bem por que escrevo, nem para quem)
Estou vivo e vivo por alguém.

A vida tanto me inquieta...
(Gargalhadas) Estou sozinho e teimo, mesmo assim, em não acreditar
Até que a vontade de novo se me desperta:
E eu só tenho de continuar!

Álvaro Machado- 22:44 – 25-07-2013

Até à loucura.

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Desde do início

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Perguntas...

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Enevoada viagem

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Contemplo no chão do meu quarto
As estrelas de origem desconhecida
(Será o meu olhar que ilude?)
Que tanto dizem da vida.

Da distância entre o quarto e a rua,
Está uma névoa intransigente
De um cerrado nevoeiro de lua
(Será a percepção de gente?)

E nos snobismos passos longínquos
Que oiço, tudo é ermo, tudo é oco,
Tudo é excessivamente desconhecido
Para eu questionar o que havia sido...

E por que contemplo e suponho a dúvida
Aos céus, aos mares e às estrelas intocáveis?
Nenhum de vós queira saber mais da vida;
Nenhum de vós sabe mais do que isto!

Álvaro Machado - 21:27 - 26-12-2012

Questionado

Quando será o meu último passo dado
E o princípio para que tudo isto desabe?
Pergunta inútil, para quem não sabe
Que o Destino é falhado!...

Quando será que me vão dizer
O que os meus olhos não dizem?
Sem resposta, só podendo sofrer
Porque não me dizem!...

Se estou triste, porque não tenho mágoa?
E porque sendo o meu último passo
Eu não choro?

Se estou acabado, porque só tenho a névoa
Para me acompanhar enquanto morro?
(São as perguntas que me faço...)

Álvaro Machado - 23:16 - 21-11-2012