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Álvaro Machado - De Repente (Rádio Marcoense)

Quando me sento a pensar no sentido de tudo que está ao meu redor, vejo que a vida é feita por um grande vácuo e que o tédio que me acerca é mesmo isso: um grande tédio em tudo.

Álvaro Machado - Conversa ao leitor (Rádio Marcoense)

Uma criação diferente, o que torna o poema também ele diferente e muito liberto das regras habituais que normalmente estão inerentes a ele. O leitor que se sente e oiça aquilo que lhe digo, pois muito aprenderá.

Fernando Pessoa - Leve, breve, suave (Rádio Marcoense)

O canto desta ave era "breve, leve, suave" e portanto daria uma prazer enorme só o facto dele existir. No entanto, a consciência de Fernando Pessoa e o "escutar" torna esse deleite numa mágoa, numa dor de pensar destrutiva.

Álvaro Machado - Universo que espera (Rádio Marcoense)

Sem medo nenhum do que os outros podem pensar ou achar de mim. Sou eu mesmo. Maluco, desvairado, o que for. Mas sou-o. E sou feliz, convicto dos meus sonhos e apreciador da literatura. Isso é quanto baste para mim.

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante

Não obstante o que se passa no mundo, esta pequena luz sempre brilha, sempre existe na sua maneira de ser, independente de tudo o que exista, de tudo o que lhe é alheio.
Brilha. Brilha sempre. É única. E não poderia ter-me dado mais prazer a recitar essa pequena luz, agradeço ao Jorge de Sena por esta obra de arte.

Fernando Pessoa - Quem escreverá a história

"Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado?".
A mensagem é muito fácil: e se tivéssemos escolhido outro caminho ao invés daquele que escolhemos? Se tivéssemos dito não ao invés do sim? O que seríamos nós hoje? Outro hoje?

Sophia de Mello Breyner Andresen - Esta Gente (Rádio Marcoense)

Actual. Todos nós podemos, e devemos, rever-nos neste poema. Muitas vezes calcam-nos, deixam-nos à fome, com más condições de vida e, por isso mesmo, está na hora de recomeçar a busca:
"De um país liberto
De uma vida limpa 
E de um tempo justo"

Cesário Verde - Cinismos (Rádio Marcoense)

Não poderia haver melhor escolha para fechar esta primeira semana na rádio do que a escolha do grande poeta, Cesário Verde. Dos que mais intensificou o meu gosto pela literatura, dos que, indo a deambular pelas ruas da cidade, mais conseguiu captar de cada coisa que observava. Que grande poeta!

Álvaro Machado - Questão Simbólica (Rádio Marcoense)

Um dia de rádio especial por dois motivos: porque li um poema da minha autoria - coisa rara, entenda-se - e porque dediquei-o a uma pessoa que merece vivamente: ao Coutinho Ribeiro.

Eugénio de Andrade - O Sorriso (Rádio Marcoense)

Esta quarta-feira a rubrica remeto-nos para a felicidade, para o poder que um simples gesto pode ter, neste caso o poeta Eugénio de Andrade eleva o sorriso como um gesto nobre, único, que nos marcá enquanto leitores.

Ricardo Reis - Para ser grande, sê inteiro (Rádio Marcoense)

Agora apresentando o que hoje passou na rádio, tenho a dizer-vos que é, seguramente, um dos melhores poemas de toda a literatura. Nada complexo e bastante sentido. O conselho que cada um de nós deve seguir e nunca esquecer. Não poderia esquecer o grande Ricardo Reis.

Alberto Caeiro - Quando Vier a Primavera (Rádio Marcoense)

Aqui vos deixo então, como prometido, o que marca o início da rubrica "Poesia Álvaro" na Rádio Marcoense. E não poderia começar melhor: começa com Alberto Caeiro! Com a sensação de que tudo o que é, é-o assim, na sua condição natural. Tudo corre, connosco ou não, tanto faz.
E quem melhor do que o mestre da natureza, Alberto Caeiro, para nos fazer ver a simplicidade da vida?

Nova rubrica: "Poesia Álvaro"

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Caros amigos e leitores, é com gosto que agora vos apresento, todos os dias, excepto ao fim de semana, a minha rubrica de poesia na Rádio Marcoense, por volta das 16h40. Quem tiver oportunidade de acompanhar nessa hora, estejam atentos (poderão acompanhar em http://www.marcoensefm.com/); quem não tiver, mais tarde disponibilizarei as gravações.
Tem o nome de "Poesia Álvaro" a rubrica, pelo que todos sabem a razão pela qual escolhi esse nome.

Muito sinceramente espero que gostem. Prometo espalhar grandes obras de arte, grandes artistas e, de vez em quando, alguns trabalhos meus.

PS: aproveito para dizer que dediquei um poema da minha autoria ao Jm Coutinho Ribeiro, que passará na quinta-feira, por volta das 16h40.

Álvaro Machado.