Quando me sento a pensar no sentido de tudo que está ao meu redor, vejo que a vida é feita por um grande vácuo e que o tédio que me acerca é mesmo isso: um grande tédio em tudo.
Uma criação diferente, o que torna o poema também ele diferente e muito liberto das regras habituais que normalmente estão inerentes a ele. O leitor que se sente e oiça aquilo que lhe digo, pois muito aprenderá.
O canto desta ave era "breve, leve, suave" e portanto daria uma prazer enorme só o facto dele existir. No entanto, a consciência de Fernando Pessoa e o "escutar" torna esse deleite numa mágoa, numa dor de pensar destrutiva.
Sem medo nenhum do que os outros podem pensar ou achar de mim. Sou eu mesmo. Maluco, desvairado, o que for. Mas sou-o. E sou feliz, convicto dos meus sonhos e apreciador da literatura. Isso é quanto baste para mim.
Não obstante o que se passa no mundo, esta pequena luz sempre brilha, sempre existe na sua maneira de ser, independente de tudo o que exista, de tudo o que lhe é alheio.
Brilha. Brilha sempre. É única. E não poderia ter-me dado mais prazer a recitar essa pequena luz, agradeço ao Jorge de Sena por esta obra de arte.
"Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado?".
A mensagem é muito fácil: e se tivéssemos escolhido outro caminho ao invés daquele que escolhemos? Se tivéssemos dito não ao invés do sim? O que seríamos nós hoje? Outro hoje?
Actual. Todos nós podemos, e devemos, rever-nos neste poema. Muitas vezes calcam-nos, deixam-nos à fome, com más condições de vida e, por isso mesmo, está na hora de recomeçar a busca: "De um país liberto De uma vida limpa E de um tempo justo"
Ao incansável poeta vilacondense que mostrou aos portugueses e ao mundo uma poesia transcendente, impregnada de intensidade. Não só pelo Cântico Negro, mas pela mensagem forte que este poema nos transmite. Fantástico.
Este poema marca-nos de uma maneira especial. Com uma mensagem muito forte, faz-nos manter erguidos, enfrentar os obstáculos, ser-mos os "capitães da nossa alma". E foi assim que a figura incontornável de Nelson Mandela manteve a força necessária e não ceder ao desespero que qualquer um teria por estar preso durante 27 anos.
Não poderia haver melhor escolha para fechar esta primeira semana na rádio do que a escolha do grande poeta, Cesário Verde. Dos que mais intensificou o meu gosto pela literatura, dos que, indo a deambular pelas ruas da cidade, mais conseguiu captar de cada coisa que observava. Que grande poeta!
Um dia de rádio especial por dois motivos: porque li um poema da minha autoria - coisa rara, entenda-se - e porque dediquei-o a uma pessoa que merece vivamente: ao Coutinho Ribeiro.
Caros amigos e leitores, é com gosto que agora vos apresento, todos os dias, excepto ao fim de semana, a minha rubrica de poesia na Rádio Marcoense, por volta das 16h40. Quem tiver oportunidade de acompanhar nessa hora, estejam atentos (poderão acompanhar em http://www.marcoensefm.com/); quem não tiver, mais tarde disponibilizarei as gravações.
Tem o nome de "Poesia Álvaro" a rubrica, pelo que todos sabem a razão pela qual escolhi esse nome.
Muito sinceramente espero que gostem. Prometo espalhar grandes obras de arte, grandes artistas e, de vez em quando, alguns trabalhos meus.
PS: aproveito para dizer que dediquei um poema da minha autoria ao Jm Coutinho Ribeiro, que passará na quinta-feira, por volta das 16h40.