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Insignificante

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Do meu quarto perscruto
Infinito de toda a sensação
- Humana, sabendo, ou não...

Colide como se não nos quisesse ver.
Estonteia como se não existíssemos sequer.
Dói como uma alma que se torna incapaz por egoísmo do destino...

Todo o mundo, agora, se encurta às mentes que homenageiam a bênção.
(Talvez pouco para o que sinto...)

E todo o mundo se torna pouco entre mim.
Muito mais do que o mundo é o que eu sinto!

Álvaro Machado - 23:30 - 17-09-2013

Contestação interior

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Na minha contestação interior, na minha revolta, Sinto não estar certo do que vou ser. As águas mexem mal, a vontade anda à volta, E eu já não sei o que quero ser.
Posso eu ser apenas anarquista? E não querer ser mais? Eu assim seria feliz com todos e não me revoltaria com ninguém... Ó Destino de águas paradas, por onde me levais? Apenas quero ser e não ser mais do que ninguém...
Quando olho cismático para os pormenores que me dão, Sinto como a luz daquele restaurante uma solidão Que só eu e a ela podemos sentir, porque é minha e dela; E o fumo que faz no ar é a razão de eu sê-la.
Vou em cismo todo o caminho: quererei em viver aqui? Nesta imitação imperfeita do homem? Não vale a pena, Porque a perfeição está num universo longe daqui - E isso é que me deixa com pena!
(Mas isto não é nada, nem contestação deve ser; Contestação é aquele vadio que me pediu para comer... Isso é que é uma contestação interior que posso crer, Porque isto é apenas estar cansado de viver...)
Álvaro Machado – …

Apenas palavras.

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Secreta vinda

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Universo

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O universo tem tanta razão de ser como de não-ser.
Os movimentos translatos manifestam, supostamente,
Girarmos à volta do reino de Deus e do eternamente
Que não sabe nada do que é viver…

Não saber nada do que é viver ou ser é tudo certezas
Do sentido translato entre nós e o reino metafísico…
Ter a certeza que existimos? Não creio. O mundo físico
É a constante de tudo ser, apenas, incertezas…

O tempo devir-se eldorado é tão certo como o certo infinito
De que as mudanças resplandecem uma ilusão,
E o tempo que nos move é curta duração
Para um último e esplêndido grito!

Álvaro Machado
- 18:26 - 09-12-2012

Minuciosa solidão

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Enverguei pelo caminho da razão
Sem nela existir formosura nenhuma
E nunca terá retorno lógica alguma
Para esta minuciosa solidão

É-nos longe as formas e perto a miragem
É-nos impossível não ter ideias ou motivos
Para retractar à noite, em sonhos altivos,
Numa notícia de longa tiragem...

Amamos coisas que são inexplicáveis!
Rejeitamos ter vidas fáceis!
Queremos o céu ainda que impossível seja
E desejamos sentir-nos uma harpa que harpeja,

Melodias tenebrosas que nos dificulta respirar,
Que compõe completas obras-primas que alteram
Rumos à nossa vida, por com a razão aspirar
À outra terra que sempre quiseram...

Andar a mando de outros? Vagamente ir na corrente?
Nem que sobre a nossa vida só reste histeria corporal!
Ir pela maré vã só por também essa gente
Não se abrigar do temporal?

A estrada continua e o percurso inatingível
Por esses que iguais vão pela avenida...
Só eu nessa solidão sentida
Sei que é possível...

Álvaro Machado – 16:21 – 22-10-2012