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Leviana

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Calmamente sei não existir
Como linhas de horizontes ébrios
Para quê pensar no porvir
Se, em permeio, não desvendam mistérios?

Soa-me a destino, voz ténue me sinto ouvir
Em mim sussurra friamente
Que a vida nos move e separa, e hei-de partir
Como nunca sendo gente.

Quis ser só assim, de nada e por nada.
Quem, lendo isto, não se revê na manada?
(E não sei por que escrevo, não sei em versos sentir...)

E encerro como dei início, numa rima indeterminada
Como cada alma que, não sendo gente, embriagada
Não tem caminho por onde possa ir...

Álvaro Machado – 04:32 – 04-08-2013