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Nós.

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O universo move.
Nós paramos.
O fogo sobe.
Nós encontramo-nos.

O destino?
Junta. Separa. Da significado.
Eterniza-nos por essa essência.

Álvaro Machado - 19h54 - 15-08-2014

noite.

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a minha vida é breve
como o vento e vazia como o silêncio do vento.
eu disse-te isso. e tudo passou...
mas a noite passada
trouxe-me o teu flamejante olhar, a doce e inocente voz,
e por um breve instante pude ter-te
como deus tem o universo.

eu devia ficar calado. eu sei.
mas eu nasci para dizer tudo o que embarca o coração,
todas essas sensações que ninguém entende...
é o estar sentado sobre o enternecido luar
e suspirar afincadamente...
sabes, o normal. o normal ciclo de alma errante
- o não ter nada nem ninguém, as raízes espalhadas por aí fora
a sofrer intoleravelmente.

breve é tudo: eu, tu, todos...
mas permite-me dizer que nesse breve instante
tenho a sensação de te ver p'ra sempre.

Álvaro Machado - 18:13 - 16-05-2014

De repente...

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Os dias são tão inúteis
E a vida tão estranha...
São as horas dolorosas
Que no passar delas
Provoca tédio...

E o dia acaba assim
Sempre como começa:
Na ilusão que vai indo,
Que nos vai fazendo permanecer
Sempre na mesma indefinição...

Álvaro Machado - 19:32 - 12-03-2014

Nós acabando

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Tão assim perpassa
Nossa, ao frio, ao relento;
Vede que sentimento
Nos ultrapassa!

O leve que pensamos
Inda agora se perdeu
Como ele, nós acabamos
- Horizonte que desvaneceu.

Tudo não passa de estar
Sentados a sonhar;
Não se sabe sequer que é o viver,
Haja o que houver!

Paremos: escutemos afinal
Quem é a força lá fora.
Passa a hora?
Passa em todos por igual.

Todos duram ou tentam durar,
Vivem, escondem, fogem.
E na hora que vem para acabar
Finda, todo o homem.

Fundamento sem o ter,
Sonhar em uma prisão,
Ouvir o que da chuva acontecer,
De súbito aquela percepção!

Álvaro Machado – 23:53 – 07-02-2014

Perguntas vãs, respostas inexistentes

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Corria o tempo; simplesmente passava…
Não sabia como, não sabia porquê,
Porém, havia lhe perguntado:
“Tempo, porque passas?
Sabes que eu não queria que passes assim?
Queria que fosses eterno, que não tivesses fim…
Assim, não me separaria de ninguém,
Assim talvez a dor menos se propagasse entre mim…”

Tão incongruentes são estas minhas perguntas
Que, na inocência de ambicionar dar de caras com o universo,
Se sente só e de estado atónito p’ra limitação que aparamente nega ter…
Tão imbecis são estes meus pensamentos da indecisão e da incerteza
Que, enquanto o céu me não responder, continuarei assim, neste impasse solitário,
A cantar a triste saudade, o triste desejo de querer conhecer mais de mim
E deste vasto universo repleto de vida que todos os dias bate à minha porta…

Álvaro Machado – 18:32 – 04-10-2013

Nada igual a si

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Sol que nasce e que nos ilumina,
Lua que vem e que nos abandona,
Tudo tem de vir, tudo tem de partir,
Connosco nunca pode ficar.

O que vimos é apenas por pouco tempo;
Nunca vimos da maneira que anteriormente havíamos visto,
Nunca sentimos como havíamos sentido outrora
- Nós próprios não somos quem éramos.

Tudo vem, tudo vai, como nós
Que não somos mais que uma paisagem
Cheia de recordações e de imagens
Inerentes à alma.

Que se leva, afinal, desta vida?

Álvaro Machado - 00:38 - 10-06-2013

Isto do vento

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Sentido da vida!

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