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Tempo atrás tempo.

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Cambaleante

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Para onde me vou deambulando,
Presente na consciência de ser triste,
Quando o meu horizonte nunca existe
Nem eu sei por que vou procurando?

Vagueio entontecido quando não sei que rumo tomar
E fecho toda a mágoa de viver numa noite distante,
A passo que, sombrio, se me faço almirante
Quando o rumo é cambalear...

Não tenho, assim, por que viver
Num caminho já há muito traçado
Se me sinto tão desolado
Foi por que me vejo a alma a perder...

E toda a alma que assim escrever
Como que sentido tudo a desabar
Pensará que só é preciso viver
E a poesia deixar naufragar...

Álvaro Machado – 20:02 – 05-08-2013

Leviana

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Calmamente sei não existir
Como linhas de horizontes ébrios
Para quê pensar no porvir
Se, em permeio, não desvendam mistérios?

Soa-me a destino, voz ténue me sinto ouvir
Em mim sussurra friamente
Que a vida nos move e separa, e hei-de partir
Como nunca sendo gente.

Quis ser só assim, de nada e por nada.
Quem, lendo isto, não se revê na manada?
(E não sei por que escrevo, não sei em versos sentir...)

E encerro como dei início, numa rima indeterminada
Como cada alma que, não sendo gente, embriagada
Não tem caminho por onde possa ir...

Álvaro Machado – 04:32 – 04-08-2013

Prisma.

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O quarto, aqui, se transforma
Através de sonhos que escorregam
Abaixo da janela - e ali, eles, que se ergam
E adquiram uma forma…

Através de um prisma atónito
O quarto imbui-se de sensações,
E eu, homem até agora de ilusões,
Não sei já o que tenho escrito…

Será? Será mesmo que aqui existo?
De onde vim, para onde vou, tudo isto?
(Eu não sei…)

Será que é natural sofrer disto
Se, talvez, nem por outra gente sou visto?
(Eu não sei…)

Álvaro Machado – 11:16 – 03-08-2013

Cara liberdade

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Monólogo

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A vida (sim, esta vida, companheiros) nunca há-de mudar
Tenha-se a crença que se tiver.
Que, quando abro as janelas de minha casa, a corrente de ar
Não sabe que não me quer.

E sim, de facto, sinto a corrente da liberdade
Quanto mais não seja só de a ter em saudade.
E afinal o que será de mim, amigos nunca conhecidos?
(Sonhos que se atravessam perdidos...)

Eu abdico da minha felicidade; quanto mais não seja
Para olhá-la em vós e a quem vos deseja.
(Não sei bem por que escrevo, nem para quem)
Estou vivo e vivo por alguém.

A vida tanto me inquieta...
(Gargalhadas) Estou sozinho e teimo, mesmo assim, em não acreditar
Até que a vontade de novo se me desperta:
E eu só tenho de continuar!

Álvaro Machado- 22:44 – 25-07-2013

A minha lição de vida.

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