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Cambaleante
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Para onde me vou deambulando,
Presente na consciência de ser triste,
Quando o meu horizonte nunca existe
Nem eu sei por que vou procurando?
Vagueio entontecido quando não sei que rumo tomar
E fecho toda a mágoa de viver numa noite distante,
A passo que, sombrio, se me faço almirante
Quando o rumo é cambalear...
Não tenho, assim, por que viver
Num caminho já há muito traçado
Se me sinto tão desolado
Foi por que me vejo a alma a perder...
E toda a alma que assim escrever
Como que sentido tudo a desabar
Pensará que só é preciso viver
E a poesia deixar naufragar...
Álvaro Machado – 20:02 – 05-08-2013
Presente na consciência de ser triste,
Quando o meu horizonte nunca existe
Nem eu sei por que vou procurando?
Vagueio entontecido quando não sei que rumo tomar
E fecho toda a mágoa de viver numa noite distante,
A passo que, sombrio, se me faço almirante
Quando o rumo é cambalear...
Não tenho, assim, por que viver
Num caminho já há muito traçado
Se me sinto tão desolado
Foi por que me vejo a alma a perder...
E toda a alma que assim escrever
Como que sentido tudo a desabar
Pensará que só é preciso viver
E a poesia deixar naufragar...
Álvaro Machado – 20:02 – 05-08-2013
Leviana
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Calmamente sei não existir
Como linhas de horizontes ébrios
Para quê pensar no porvir
Se, em permeio, não desvendam mistérios?
Soa-me a destino, voz ténue me sinto ouvir
Em mim sussurra friamente
Que a vida nos move e separa, e hei-de partir
Como nunca sendo gente.
Quis ser só assim, de nada e por nada.
Quem, lendo isto, não se revê na manada?
(E não sei por que escrevo, não sei em versos sentir...)
E encerro como dei início, numa rima indeterminada
Como cada alma que, não sendo gente, embriagada
Não tem caminho por onde possa ir...
Álvaro Machado – 04:32 – 04-08-2013
Como linhas de horizontes ébrios
Para quê pensar no porvir
Se, em permeio, não desvendam mistérios?
Soa-me a destino, voz ténue me sinto ouvir
Em mim sussurra friamente
Que a vida nos move e separa, e hei-de partir
Como nunca sendo gente.
Quis ser só assim, de nada e por nada.
Quem, lendo isto, não se revê na manada?
(E não sei por que escrevo, não sei em versos sentir...)
E encerro como dei início, numa rima indeterminada
Como cada alma que, não sendo gente, embriagada
Não tem caminho por onde possa ir...
Álvaro Machado – 04:32 – 04-08-2013