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O ciclo da vida

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Quando o pássaro voar,
Deixemo-lo voar.
Procura nova casa e novas companhias
Para poder existir...

Chegou a hora de partir,
Deixemo-lo ir.
Olhem como voa, já tão lá em cima,
Longe da terra...

Deixemo-lo ir assim.
A vida é feita para se viajar.

Álvaro Machado - 21:32 - 09-09-2013

Templo de fé

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Veredictum - imensos - que não salvou ninguém,
Senão a prisão que foi e deixou a evolução na muralha.
Treze almas insólitas que pregaram em Jerusalém
A revolta de mais tarde da era illuminati.
Consola-nos, agora, o poder
Que torna a chama maior e intensa.
Não sei, por fim, quem poisa nesta dúvida de Galileu.
Tudo se tornou passado.

Álvaro Machado - 21h30 - 03-09-2013

Indeed!

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Decididamente o meu corpo aquece
Quando não tenho respostas, nem consistência.
E por isso o infinito universo arrefece
Quando pesa a consciência.

Eu não existo. Nenhum de nós está aqui.
Com cruzamos é um sonho que nos juntou,
Que mais tarde ele mesmo nos abandonou.
E mesmo assim vivo intensamente, como se fosse daqui.

Sinto um amor intenso pela vida e por toda a gente.
Fico num estado frenético de tantas incertezas me perturbarem!
E as voltas que o mundo dá, mesmo à minha frente,
É a razão para vocês donos do universo se sagrarem.

Mas o silêncio propagasse numa encosta a norte
Para o nosso interior reflectir o que há para além
Da ponte que separa o mundo de outro que nunca vem.
Aí o tempo será mais forte.

Decididamente, amo o universo e sinto-me enlouquecido.
Vida que um homem leva como um vagabundo!
Só porque quis saber mais, conhecer mais o mundo
E como poderia ter acontecido!

O cachimbo que respira o universo...
A água que manifesta deus...
O espírito sagrado e disperso
Que vai dizer-nos adeus...

E eu qui…

Evangelho

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Não há bondade, nem reino nenhum
Que eu possa desejar
Enquanto estiver lúcido e disposto a pensar
Que não sou qualquer um.

Estou cansado que digam o que é certo, o que é errado.
Limitem-se às vossas limitações enquanto crentes.
Vocês não são mais do que serventes
Do mundo que, rezando, está amaldiçoado.

Nenhum livro me dirá para não sonhar
Com ordem superior e irrefutável.
Farei sempre o impensável
Custe o que custar.

Ser ousado, e ousar, é um acto nobre e superior
Que deveria acolher-se de bom grado.
Todos os livres-pensadores que se foram a deus teriam amor
Se ninguém os tivesse enganado, atraiçoado.

Álvaro Machado - 17h50 - 02-09-2013

Imitem-no.

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Compreendo – perfeitamente o compreendo – que todos por quem me cruzo,
Com mais ou com menos ligação, hão-de partir na mesma época que eu.
A mesma oportunidade nos foi dada e o tempo concebeu um tempo équo
Para cada um de nós, na mesma altura.

Conheço vários da minha época. Uns começaram por ser ambiciosos
E acabaram por ficar conformados, frustrados também.
Outros têm subido, têm sido um ascendente calculista de aparências, de mentiras,
De um extremo que nem o Anticristo ousava vestir: uma pele de cordeiro velha.

E por isso a solidão foi o que achei mais sensato a escolher para mim.
Cansei-me – juro-vos, amigos, que é verdade – do que circunda ao meu redor…
Nunca vi sossego, nem paz, nem felicidade surgindo naturalmente e sem segundas intenções…
O próprio sistema e a sociedade corrompe os termos biológicos do ser humano…

Inacreditável. Mas a vida foi feita para ser assim: inacreditável em todos os sentidos.
Quem sabe se este pensamento, que agora escorre por mim e me inquieta inoportunamente,
Nem …

“Quem me segue não andará nas trevas” (Jo 8,12)

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Deus quis que o pensássemos.
Embebedou o universo flutuante
Para que cada um de nós fosse crente
E nele acreditássemos.

Desfez-nos da alma
Para que escutássemos o seu aproximar.
Atirou-nos para o ambíguo fim de mar
Que dá a sensação de transmitir calma.

(Nem tão pouco isso sabemos!)
E inevitavelmente nascemos…
Com que propósito continua Deus distante?

Talvez a minha vida seja só mais uma,
Daquelas que lutou por um motivo alucinante
E nunca teve, ao concretizar, sorte nenhuma…

Álvaro Machado – 16:15 – 01-09-2013

Comemoração de idiotas

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Partindo com a triste fáeton,
Retornando ao cerco da solidão.
À grande cidade das coisas belas
Que não sei sentir…

Vim cá a convite de um idiota,
Sobre os altos ciclos parisienses.
Uma excêntrica comemoração
Com tão pouco amor…

Ainda não nasce o sol
Já vejo, de novo, a tal minha cidade;
Está um cerrado nevoeiro
Para me recolher à cama, para sonhar…

Tanta coisa dispendiosa
Foi usada naquela noite de recepção.
Valeu o vinho dos Campos Elísios
Que me fez esquecer aquilo…

Leonard Sagè – 13:27 – 30-08-2013