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A mostrar mensagens de Maio, 2013

Por vontade.

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Sentenciado

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Inversão da dimensão

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A inversão de compreender o que nos rodeia...
Desta forma, a ilusão move tudo à sua volta,
Entramos na dimensão em que compreender não interessa
E sentir muito menos.

Viveremos das projecções da mente, da vivência da alma
- O que ambas farão na outra dimensão o não sabemos,
O que ambas sentirão também não,
Mas lá a vida será mais calma.

Construir-se-ão catedrais de fabulosa arquitectura,
Momentos depois, as mesmas catedrais, desmoronar-se-ão;
Tudo virá, tudo irá.

Está neste fechar de olhos para a realidade
Toda a plenitude do sentimento humano
E toda a inconsciência de o inverter.

Curvatura sentimental

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O sentimento curva-se à ablepsia E a importância do que sentimos Passa a não ser assaz a cada momento Em que só queremos o bem de outrem.
A partir daí, a ataraxia apodera-se de nós, Os sonhos desmoronam-se, a vida normal enovela-se, A liberdade aprisiona-se, a satisfação destrona-se, E tudo em nós é o bem de outrem.
Aquele céu já mais não é o que vimos Nem aquela lua é mais a fonte de inspiração; Que este ar, esta vida, este coração Nós mais sentir não sentimos
Para outrem poder sentir E viver longe do silêncio e da tristeza, Para poder erguer-se em vez de se curvar E escolher viver em vez de se matar.

Assombrado

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Alucinação minha

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Tem estado tão longe o sol da terra
Como antes nunca havia estado
Se eu soubesse que da paz surgiu guerra
Deste mundo, eu próprio, me teria naufragado.

Só tem sido interessante a mudança da corrente
- Ora me puxa, ora me afasta, mas nunca me há-de largar.
É uma relação doentia, minha e do mar,
Um pouco comovente.

A distância é só uma alucinação de aqui estar.
A terra mantém-se perto do dia de sol e da noite de luar.
E a vida lá vai indo, devagar, tão calmamente
Que adormeço, levemente.

Álvaro de Magalhães - 21:56 - 22-05-2013

Um vida de quases

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Questão em Deus

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E é por Deus que entrego o meu coração às trevas
- Àquela enchente de corpos a se queimarem por castigo,
Sempre em sofrimento, sempre pior do que antes...
Para esses, a dor é o pão nosso de cada dia.

E é por Deus que o meu percurso tem sido chorar.
Por mais que passeie, o coração só quer fugir
De um mundo inconstante para se repoisar
E esquecer a dor que tem vindo a sentir.

Apenas quero seguir viagem sozinho; nenhum Deus comigo...
Nenhuma perseguição nefasta de bons costumes...
Qualquer boa intenção é uma alucinação do calor,
Qualquer sorriso é o desejo de todo o mal...

Por que não vejo nenhum sinal de bondade em viver?
"assim seja!" - e, afinal, somos todos iguais, todos do mesmo,
Porque a raça é só uma, todos diferem, todos se misturam,
E nenhum é benevolente consigo mesmo.

Álvaro Machado – 17:58 – 20-05-2013