linhas tortas


e eu desisto; rendo-me
às circunstâncias habituais da vida.
estendo minha mão, atiro meu coração,
acerco-me de atónitos desejos cruéis
para além da praia onde a maré é mágoa...

o que vai cá dentro,
que expande para o universo,
o não sei explicar...
que dói, que é como um buraco negro,
é justo. leviano, aceito-o.

e por entre todas estas vozes,
que sobressaltam minh'alma,
que se imbuem de injúrias,
peço um silêncio profundo
para o solitário poeta dos confins do mundo!

 Álvaro Machado - 19:02 - 29-09-2014

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