Até à loucura.




O significado do mundo é a tarde sossegada.
É o estar sol distante e calor ente à humanidade.
Se eu pudesse saber ou conhecer um pedaço disto,
Se mo explicassem com provas viáveis,
Talvez o meu gosto de viver fosse renovado
E finalmente fosse vivendo mais,
Aos poucos e tempo a tempo,
Do que vivi ontem - que soubera nada
Destas mudanças repentinas de tempo;
Tenho sido atónito e infiel à minha condição...
Mas, se eu vos desse realmente a verdade,
Teria mais lucidez do que a não ter?
A resposta eu não carrego.

As noites, tenho-as passado em claro
E sinto discordância entre o que sou e o que quero ser...
Penso e rodopio no pensamento vezes sem conta, mas porquê?
Os meus sonhos são vozes, movimentos, disformes espaços,
Montanhas que nunca vi, planetas que nunca tive por reais,
Deuses com quem tenho uma relação espiritual por construir!
E as manhãs têm sido amargas, tão amargas, que parecem feitas de escuridão,
Os pássaros chilram, mas parecem lobos a uivar, e deprime ouvir uma coisa e pensar outra...
Estar num lugar por um motivo físico e pensar outro lugar por um motivo espiritual é triste; não o desejo a ninguém.
Conheço ninguém; nestas circunstâncias que me têm tomado por doido - simplesmente sinto que, com o passar do tempo, lenta e tristemente, isto não é para mim; são-me retiradas as forças, supor locais e pessoas inapropriadas aos locais e às pessoas dos locais é um acto de loucura, é ir perdendo a noção se é real e ou se é sonho – é cair no limbo eternamente...

A tarde, dou-a por terminada (se ela alguma vez foi real para mim...), que a noite, não tarda, está a chegar.
E é assim, entre manhãs que relembram noites e tardes que são substituídas por noites, que atonitamente se divaga entre as mudanças climatéricas
Sem saber quem somos, quem vivemos, quem questionamos, quem é isto, quem é aquilo, se vem lá do cimo, ou de lá do fundo, ou do permeio!

Ah vida! Vida! Vida!

Álvaro Machado – 17h00 – 02-05-2013

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