Súbitos deambulantes


Toma de ânimo
os nossos corpos.
Ao redor, ao cimo
cinza seremos...

Toma este meu sonhar
com toda a certeza
que um dia hão-de lembrar
o porquê desta tristeza...

Toma, leva-me para a distância.
Ninguém lembre, afinal...
Foi tudo breve, numa instância
deram-me todo o mal...

Ide, ide, ó poetas da corrente!
Ide, que todos vão...
Todo o que escreveu aquilo que sente
e viveu desassossegado com tamanha solidão
sabe por que viveu tão repentinamente!...

Álvaro Machado - 21:14 - 25-10-2014

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante

Da outra margem!

Barco infantil