Infinito.




Quero estar defronte de nada, além...
Andar de volta em volta até esquecer
Qualquer estado do meu ser
- Aquele que não pertence a ninguém!

Quero repousar-me calmamente,
Esquecer por que vim ao mundo...
Entardecer até ao infinito poço sem fundo
E saborear isso diante do supremo ente...

A distância se valha a nós porque é destino
E o mesmo destino valha por nós
- Seja onde for, encontrará a nossa voz -
No recanto puro e divino...

Por entre isto e tudo o que for
Viverei além, nos confins sagrados
A ver a tão nítida dor
Dos que de perto vivem derrotados.

Álvaro Machado – 22:28 – 12-08-2013

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