Alvorada




Tirem, tirem-no do abismo,
Senão ele cairá.
Coração que sempre tomará
Verdade em seu cismo.

Cessem o estado masoquista,
Pois vida nova está à vista.
Foi profunda escuridão,
Será leve, sem ingratidão... 

Tomem, tomem-no de bondade,
Se pelo seu sentir se criasse o mundo
Ninguém cairia no abismo profundo
Porque o mundo todo era de felicidade.

Dêem a vocês mesmos
Um trago do meu ser
Até que, ao anoitecer,
Todos nós sumiremos. 


Álvaro Machado – 22:09 – 18-06-2013 

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