No fundo de mim


Dou voltas à minha cabeça e nunca chego a lado algum
A vida mantem-se morta na viva esperança
Meu corpo é apenas uma lembrança
De lado nenhum

Sou uma contradição sem nome; sonho acordado
Ao som do vento que passa na noite movimentada…
Sou uma brisa tépida na escuridão nublada…

Dentro de mim sou rodeado de natureza, de grande pureza
Mas de que vale este império sonhado?
Para ti, ó brisa que me invades, sou a razão da tua incerteza…

Dou voltas à minha cabeça e o coração sofre, sofre demasiado…
Queria eu que tu soubesses que sonhei algo connosco,
Sonhei, sonhei tanto… Mas este coração é algo fosco
Que nunca soube ser perdoado…

Álvaro Machado - 01:42 - 09-07-2012

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