Perfume


Esqueço o que sou, arrasto o coração
Divagando uma saudade inacabada
Levo a fragrância perfumada
Do teu cheiroso perdão.

O vento perfuma-se de maresia,
Que passa, e quando passa,
Leva-te às riquezas e à cortesia
E a dádiva escassa.

Perfume de uma figura disforme!
Arrasta-me para um novo mundo,
De falsidades e esmolas perpétuas!

E vejamos, pois, um aroma oriundo,
Desse teu arrojado uniforme
E das fragrâncias tuas...

Álvaro Machado - 16:02 - 28-07-2012

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