Tons de cinza


Quem não sou quando nos tons cinza do céu chove?
A tristeza leviana da chuva, a tristeza de estar na janela a fitar...
Saber que o meu ver de agora é pouco alargado
Para o sentir que ouso sentir...

Quem não é que circunda sobre esta casa opulenta de fel?
O leve acordar da minha tristeza contínua,
O pensamento inoportuno e causador de inquietação na alma,
O recalcamento do que ainda não foi ultrapassado...

Estes são os dias aquém do que são as minhas vontades.
Porque o que eu quero, perde-se no horizonte;
Porque se eu fujo, desapareço do mundo...

E tem dias que as vontades se desmoronam
Como palácios que de vitórias se destronaram
- Sempre vencidos, sempre derrotados.


Álvaro Machado - 12:39 - 08-06-2013

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