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A mostrar mensagens de Julho, 2013

Cara liberdade

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Monólogo

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A vida (sim, esta vida, companheiros) nunca há-de mudar
Tenha-se a crença que se tiver.
Que, quando abro as janelas de minha casa, a corrente de ar
Não sabe que não me quer.

E sim, de facto, sinto a corrente da liberdade
Quanto mais não seja só de a ter em saudade.
E afinal o que será de mim, amigos nunca conhecidos?
(Sonhos que se atravessam perdidos...)

Eu abdico da minha felicidade; quanto mais não seja
Para olhá-la em vós e a quem vos deseja.
(Não sei bem por que escrevo, nem para quem)
Estou vivo e vivo por alguém.

A vida tanto me inquieta...
(Gargalhadas) Estou sozinho e teimo, mesmo assim, em não acreditar
Até que a vontade de novo se me desperta:
E eu só tenho de continuar!

Álvaro Machado- 22:44 – 25-07-2013

A minha lição de vida.

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XV

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Estou sem a realidade que a todos faz mover.
Perdi todos os fundamentos para que viver.
O bom todo é pequeno e pouco espaçoso
Para quem, como eu, da vida se faz ocioso.

Sou um jogador de xadrez em viagem
E a olhar p’ra vida com a certa distância
(Farei xeque-mate na próxima instância)
Até ganhar coragem.

A embriaguez permite-me sonhar,
Ir para além, tocar noutras dimensões,
Ter novas sensações!...

Afinal, em quem tencionamos amar?
Viagens atribuladas, grandes embarcações?
Erguer-nos das emoções?...

Álvaro Machado - 14h20 - 21-07-2013

Mudança

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Poder-se-iam viver, tão perfeitas e tão reais,
Afastadas do nosso campo de visão,
Com as ondas submissas passando no cais
E a tornarem a vida sem escuridão…

Poder-me-ia erguer,
Como se pudesse vir a ter esperança,
E tornar a desgraça em abonança
Se na vida soubesse eu crer…

Mas quando estou a sonhar
Soam-se-me cornetas a anunciar infortúnio,
Um som calmo e trágico simultaneamente
Da minha vida me não fazem acreditar!

Tudo poderia ter um desfecho diferente,
Ó sonhos meus, ébrios e destroçados!
Porquê? Poderia eu em ti acreditar
Se os meus dias já não fossem dias acabados!

Álvaro Machado – 19:39 – 21-07-2013

Libertai-vos.

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Como teatro

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Escrevo em frente,
Na janela que tem como paisagem
Uns versos e uma alma comovente
Que precisam de coragem.

Todo que vive junto
Vive submisso e sem alma;
Todo esse que se sente viver
Vive acorrentado e sem sonhos.

Começa a chover lá fora.
Nem sei se é por ter saudades
Ou se é por estar aqui sozinho
Vendo a vida a passar…

Relembro-vos como se fosse hoje, irmãos!
Relembro, como se hoje fosse, a nossa revolta
E o desejo insaciável de ser livre, de conhecer a liberdade
Na sua livre e pura condição!

Ó tempo em que éramos
E já mais não somos!
Ó destino que nos ensinaste a crer
Que podíamos ser livres sem poder!

Toda a euforia se desvaneceu
O público aplaude
A cortina escorreu
E a peça traz saudade.

Álvaro Machado – 22:00 – 16-07-2013

Decadentes

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Oiçam a alma decadente
Dos homens que vagueiam...
Eles são quem mais sente
E pela vida cambaleiam...

Pouca é alma que agora
Não se contenta em não pensar...
A constante busca de outrora
Já deixou de inquietar...

É tempo de passear
Conformado com a vida...
Nunca a mais sentida
Foi a minha a passar...

O mais perto fica nunca perto,
Fica, senão longe, nunca descoberto...

Álvaro Machado - 01:55 - 16-07-2013

Companheiros

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Turvo

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