Nascer


Nasce quente, fresco verão
Alteza da margem Sul,
Enaltecendo o belo céu azul.
Súbita visão...

Profundezas ásperas de corrias moribundas
Deuses, homens, astros e relíquias
São linguagem sem fim... E peço-te que me não confundas,
Ó sórdido Messias.

Pois o que é bom na vida humana? Refrescar?
Nas longas margens do Norte sofro insensatamente
Luxos que tanto se evita poeticamente
E contras ondas se vê dispersar
Alaridos na nossa mente...

Não sou dono de mim; as horas passam
Se sou, deixai-me desleixar,
Este coração sem pensar.
Amores que cessam
Na alma d'triunfar!


Álvaro Machado - 19:15 - 27-04-2012

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