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A mostrar mensagens de outubro, 2012

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Acharia mais engraçado Se o dia anterior Nunca tivesse cessado. Era como se esse dia Desse tremenda alegria Ao meu interior. As coisas passadas lá vão, As presentes já passado são E o dia perde interesse... Ah, como gostava que acontecesse Voltar tudo atrás, e nada tivesse existido. E nesse dia, o que havia acontecido? Álvaro Machado - 19:13 - 30-10-2012

Qualquer identidade

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Alguém, sobre terra desconhecida Ou lua esquecida, É procurado no murmúrio Do apaziguado rio. (Como será esse alguém?) Aquele que, aproximado além, Se precipite ao precipício Cairá sem motivo, Sem razão aparente... Cairá, quero eu, sorridente Com seu ar altivo... E, sobre esta coisa sonhada, No múrmur dos acontecimentos, Espera-se-me, ó corrente saturada, A espera de alguém que não virá; As correntes deixam de correr, Os rios deixam de o ser E a sua chegada jamais chegará! (Esse alguém como teria sido?) Álvaro Machado – 18:58 – 30-10-2012

Um esquecimento esquecido

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Esqueçamos quem merece ser esquecido, pois nunca foi relembrado. Esqueçamos o próprio esquecimento das coisas esquecidas! Esqueçamos a origem desconhecida, esqueçamos o final imprevisto! Ninguém está a salvo enquanto for vivo, ainda que bondoso seja... Ser ninguém é viver próximo das qualidades exógenas ao mundo (Eu... A forma mais trágica da invisibilidade!) Andar às voltas pensando razões e motivos por aqui estar Vivo sobre a forma encarnada de coisas supostas! Deambular pelas ruas fumando compulsivamente coisa nenhuma Ainda que vivos sejamos interpretes d'uma personagem! Tenho vivido p'ra além do que é compreensível, creio eu! Tenho vivido uma inteira repugnância pelas pessoas - Boas ou más, sonhadas ou reais, calmas ou ébrias - E tenho sido muito mais do que podia, mesmo não merecendo. O fel que me acerca sem piedade dá-me vida noutras vidas... O sabor a inutilidade causa-me náuseas trágicas... (Eu... A forma mais louvada do inútil!) Parto que já é tarde: esqueço a ira im...

Castro onírico

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Que barulho não seja escutado neste momento... Apenas silêncio incida nesta conversa monótona... Ah noite prolongada, que já vai adiantada e fria, Escurece num sombrio castro... Folhas espalham-se pelo escamel... Nunca é dia dos ventos cessados, Que, enfim, tanto são esperados Por quem não tem nada que esperar... Noite oblíqua que vai tenebrosa nos céus, Hoje é noite de luta, de sacríficio, de morte Se necessário seja! Luze de oiro o gláudio E as mãos, exaltadas, do Mavórico... Mas não se alarmem, não será tempo de pugnar; Os ventos de Outono trazem apenas submissão, Onde as flores mais belas já não são belas E os longo dias já só são eternas noites... Folhas destronadas pelo sombrio castrejo, Mavóricos desvanecidos por esta vaga conversa... Loucamente escrevo este poema onírico, Por sentir todas estas noites como se fossem minhas...   Álvaro Machado - 19:38 - 29-10-2012

Passos insontes

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Descia com meus passos insontes As escadas frias, que apenas sobem, E no crepúsculo, acima de montes, Meus passos pertenciam a outrem Percebi que não posso ser eu. Nunca poderia ser, tenho consciência. Eles foram dados por quem morreu Desde da sua existência. E vê comigo aquela visão, por favor. Junta-te a mim nestas escadas Como se possível fosse dar grandes passadas... E chega aqui, que me acerco de pavor. Apressa-te, rápida e veloz, E o grande passo daremos nós... Álvaro Machado - 21:16 - 28-10-2012

The real expression

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no matter what i saw. the war broke my heart. oh jesus i can't find the art so i broke the law the end of my soul travelled to anywhere... your face foul fell here... so the life goes on and the path screams for a new Identity... where are you? i can't find my way... Why, why i lost you? please, my soul, keep it safe (demon stay away!) Álvaro Machado - 19:43 - 27-10-2012