Castro onírico




Que barulho não seja escutado neste momento...
Apenas silêncio incida nesta conversa monótona...
Ah noite prolongada, que já vai adiantada e fria,
Escurece num sombrio castro...

Folhas espalham-se pelo escamel...
Nunca é dia dos ventos cessados,
Que, enfim, tanto são esperados
Por quem não tem nada que esperar...

Noite oblíqua que vai tenebrosa nos céus,
Hoje é noite de luta, de sacríficio, de morte
Se necessário seja! Luze de oiro o gláudio
E as mãos, exaltadas, do Mavórico...

Mas não se alarmem, não será tempo de pugnar;
Os ventos de Outono trazem apenas submissão,
Onde as flores mais belas já não são belas
E os longo dias já só são eternas noites...

Folhas destronadas pelo sombrio castrejo,
Mavóricos desvanecidos por esta vaga conversa...
Loucamente escrevo este poema onírico,
Por sentir todas estas noites como se fossem minhas...
 
Álvaro Machado - 19:38 - 29-10-2012

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