Espaço




Hás-de vir, futuro de quases, nessa hora
Em que espero intransigente,
Para lugar algum comovente
Em que o quase chora.

Entristece, ó lugar despertado nesse dia
Em que sozinho eu alegro
E rodeado por gente entristeço
Como se já não fosse dia...

Interiorizado em cismo eu penso
Em cumplicidade, em decadência
E sozinho, sozinho esqueço
Razões para andar mais que a vida.

Quase é a certeza do espírito incerto.
Quase como esse espaço lotado
Hás-de vir, certeza de lugar sagrado,
A este destino incerto...

E leva-me contigo para outra dimensão
Mais pura e abstracta, leva-me para sempre...
Aqui o homem é-lo tristemente...
(E mais não digo, para sempre)

Álvaro Machado - 20:14 - 09-10-2012

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