Insignificâncias


Significo o insignificante,
Decididamente.
Calçada abaixo, tristemente,
Penso sobriamente…

Se abandono porque abandono?
E porque me questiono?
Não sei de quem é dono
Esse distanciamento amargo…

Vou pela rua ainda
Obscuramente pensando:
Por onde próprio ando,
Aterrorizado pelo que finda?

Não… Não digam que finda!
Apenas me deixem descer esta rua sobriamente!
O que quis não importa, o que quero?
Não querer nada, sinceramente!

Estou num esbofamento relaxante…
O fim termina ali, ali mesmo…
Sendo poeta, ou não sendo, vejo gente,
Pelas ruas de Lisboa…

Álvaro Machado – 21:01 – 01-10-2012

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