Momento de ilha


A caminho de mim sem se notar
Vinha uma estranha aparição
E eu, julgando estar alucinar,
Virei-lhe costas e continuei
Às pegadas da solidão…
Dias e dias na selva se viam passar
À estranheza das noites sinistras;
Os caminhos cheios de ébano enchiam
Caminhadas percorridas pelos que percorriam
Como eu, em nome das madeiras exóticas,
Em passo rápido e silencioso, visões atravessando-me,
Passava pelo ebanista estranhamente vendo-lhe arte
E todo aquele engenho simples e puro d’um artista!

Álvaro Machado – 14:38 – 01-10-2012

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