Qualquer identidade




Alguém, sobre terra desconhecida
Ou lua esquecida,
É procurado no murmúrio
Do apaziguado rio.
(Como será esse alguém?)
Aquele que, aproximado além,
Se precipite ao precipício
Cairá sem motivo,
Sem razão aparente...
Cairá, quero eu, sorridente
Com seu ar altivo...
E, sobre esta coisa sonhada,
No múrmur dos acontecimentos,
Espera-se-me, ó corrente saturada,
A espera de alguém que não virá;
As correntes deixam de correr,
Os rios deixam de o ser
E a sua chegada jamais chegará!
(Esse alguém como teria sido?)

Álvaro Machado – 18:58 – 30-10-2012

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