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A mostrar mensagens de Dezembro, 2012

homens e deus

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a maior imperfeição do mundo
somos nós: homens.
o tal navio que parte de um porto
desconhecido, e viaja adiante
- ao lugar sombrio, à morte prematura.
desvendamos apenas o mistério experimentado,
sentimo-nos como um falhanço criado
à maneira de deus - o altivo, o divino - e a mágoa
de todos nós somos nós próprios (e o nosso corpo);
mas quem paga não é o que arrastamos na terra,
é o que pensamos no universo!
são as coisas impossíveis!
as partes exógenas à raça!
é o brilho do sol e a intensidade da lua!
é o mar a meio caminho e o porto enevoado!
e é o amor de alma e o desejo de outro mundo!

os desejos do homem são, todos eles, impossibilidades.
ah porque a vida cansa, faz sofrer e enche de ansiedades
desapropriadas à compreensão... ninguém sabe um porquê
ou uma razão, ninguém acha um sentido ou uma explicação...
há vida, e isso sei que há; há campos verdes e pássaros a voar;
há nuvens às escuras e sóis às escondidas; há a humanidade toda,
e há a sagrada escritura do artefacto que deus nos deixou.
(sei haver …

O vagabundo natural

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Eu sento a vida, porque ela me pesa ironicamente,
Num banco longe dos olhares, dos contactos
Com o mundo, e penso na vida tão profundamente
Que quando parto sei ser eternamente

As horas voam e os amigos passam, nunca vêm;
E eu já não sou eu, já sou passado do presente...
Perdi a fome de lutar e a sede do abismo, sou quem não sente,
Sou a vida de longe, a vida do eternamente!

Agora que sou vagabundo e encosto a sabedoria,
Fecho os olhos e guardo o sentimento, a ironia,
De ser vagabundo da vida.

E a luz do candeeiro ilumina a ilusão
De estar no jardim, de estar sem noção
Do que é realmente a vida.

Álvaro Machado - 15:12 - 29-12-2012

Jardim espiritual

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Enevoada viagem

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Contemplo no chão do meu quarto
As estrelas de origem desconhecida
(Será o meu olhar que ilude?)
Que tanto dizem da vida.

Da distância entre o quarto e a rua,
Está uma névoa intransigente
De um cerrado nevoeiro de lua
(Será a percepção de gente?)

E nos snobismos passos longínquos
Que oiço, tudo é ermo, tudo é oco,
Tudo é excessivamente desconhecido
Para eu questionar o que havia sido...

E por que contemplo e suponho a dúvida
Aos céus, aos mares e às estrelas intocáveis?
Nenhum de vós queira saber mais da vida;
Nenhum de vós sabe mais do que isto!

Álvaro Machado - 21:27 - 26-12-2012

Vontade absorta

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O inexplicável

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Dimensões, incertezas…

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Perdição

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