Rua da alegria




As ruas surpreendidas por me verem
Na avenida dos sonhos, e as estranhas criaturas
Perplexas quando eu passo caricaturas
E elas o serem.

A árvore reluzente, a música permanente,
E em todo o caso um mendigo deambular
Pela estrada do infinito, pela estrada do sonhar,
E a sua voz entra de maneira comovente.

Sobretudo ao chão, boina voando sem direcção,
O homem que entristece, o homem sem coração
Volta as costas à vida e não tem sítio por onde andar.

Não tem família e a rua não alegra a sua alma.
É ninguém, nada o conhece, ninguém vai encontrar...
Voltou as costas, não soube de vivalma.

Álvaro Machado – 20:37 – 17-12-2012

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