Horas chuvosas


Chove águas frias dentro de mim.
Escorre pelos canos um barulho ensurdecedor
Do que resta deste dia de dor

Chove torrencialmente nas estradas
Que imagino às horas passadas
Nesta solidão sem fim

Chove de mais, criatura do além…
Saltos altos em abafada correria,
Corre na direcção que queria
Fugir desta chuva de ninguém

E jaz nesta noite minhas lágrimas,
Perdidas a um canto de rua escura…
Canto do céu envolto de rimas
Cai dos céus a doenças sem cura!...

Álvaro Machado – 21:53 – 23-09-2012

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante

Da outra margem!

Barco infantil