Sobrevoar humanidade


Finalmente ela voa, ave de mil desejos
E faz com que todos espantem...
Suas asas aos olhos encantem
Os que por ali vão fora, em cortejos.

Toca o requiem pessoano na cave
Peculiar e elegante melodia
Faz voar sem direcção a ave
Enquanto a noite é dia

Seu bico juvenil, seu tom de silêncio
Fita campos, moradias, almas transparecer
E a tarde minga com o entardecer.

Violinos estremecem na orquestra incompleta!
Passos vagueiam pelas ruas com um silêncio
Absorto humano de alma incerta...

E que produz sobre mim esta visão?
Vê-la sobrevoar-me confunde o que é pensar...
Aquela elegância em bater asas e tudo alcançar
Faz pensar que o homem tem de ter imaginação
Mais tarde o impossível voltará a se aproximar
E o concreto será apenas uma aproximação.

Álvaro Machado – 21:53 – 14-09-2012

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