Noite, lua, pensar!




É com as palavras que somos alguém,
Que chegamos ao lugar dos que sonham,
Que imaginamos o que podemos não-ser,
E onde nos têm como loucos!...

É com o amor das palavras que nascem
Os génios encantados, as fadas inocentes,
As brisas mortas que voltam e renascem
E o crepúsculo é o único verdadeiro amor!...

São formas inventadas pelo nosso sofrimento!
São apenas diálogos e versos e um breve pensamento!
São coisas de quem é doido, são coisas de quem não é ninguém!

O momento que suspende, no ar, é céu infinito...
Ali tudo é sonho impossível do que desejamos...
Céu estrelado na noite gélida, que é esperança encontrada...

É com a estrela de outro sistema solar que me acho,
Que me encontro, que sei, decerto, que sou eu!
É com a estrela das mais de infinitas tantas,
Que o meu estado se altera e se danifica!...

Vale a pena estar aqui e por aqui andar,
Pois satisfaz-me ver as estrelas desta noite
- Como se fosse a última coisa que pudesse ter! -
Perdida ao luar de um ser louco...

Álvaro de Magalhães – 20:52 – 12-11-2012

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