Torrencial fim de tarde



Torrencial chuva junto à praça desfigurada.
Torrencial fim de tarde em picaretas.
As gotas brandas batendo no tejadilho
E lá fora a chuva escorrendo...

O silêncio escorria pelos canos das esquinas.
Inundada, a rua, preenchida de vazio,
Era a coisa mais funesta do silêncio
Que escorria...

Ainda assim, uma chuvada torrencial...
E o silêncio cedo se apressou
Para que os transeuntes corressem
Para as suas casas.

Um rasgo no céu tenebroso. Alma fulgente!
Movimentados, os carros, com sons distintos
Arrancavam como que fugindo desta tela.
Resto era chuva e fim de tarde.

Enquanto estava curvado sobre os pés,
Apercebendo-me com os sentidos,
Senti-me triste como a noite...

Curvado ao silencioso pressentir
Da chuva a cair,
E escutando o bater das gotas brandas!

Álvaro Machado – 19:27 – 08-11-2012

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